terça-feira, 6 de março de 2018

Despedida



Devolvi a chave do seu coração!
Sem ressentimentos...
Sem brigas...
Sem alardes...
A muito ali entrava,
A casa vazia estava
Sentava-me ao sofá
O silêncio imperava
Ficava ali horas a fio
Meditava...
O que atravancava?
Se a tranca aberta sempre estava!
Inaudito tempo gasturas...
Corroíam as mesmices de sempre
Apenas tédio!
A vontade livre de outros ares
Deixei a chave na mesa central
Fria e gélida!
Fui-me e encostei a porta suavemente atrás de mim
Talvez um dia volte, ali neste mesmo coração de muitos dias felizes
Vou para meu recôndito, sem novas aventuras
Apenas o descanso sublime e a meditação perene
E uma certeza de que jamais encontrarei outra igual a você...